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Como é se hospedar no Morada SPA em Santa Catarina

Composição corporal feminina: quando o peso normal esconde problemas

Depois de admitir que eu não estava bem, eu entendi que precisava de ajuda. Porém, não poderia ser qualquer ajuda.

Afinal, tenho alguns pontos delicados na minha saúde, como por exemplo, a endometriose. Também sou Autista nível 1, o que me traz uma seletividade alimentar considerável, entre outras coisas.

Eu queria um atendimento individualizado, especializado, baseado em ciência e sem nenhum tipo de loucura para obter resultados rápidos.

Queria alguém que entendesse minha rotina intensa de viagens, minhas particularidades e que trabalhasse com tecnologia de ponta para realmente investigar o que estava acontecendo.

Clínica Mel Diniz: saúde e estética se complementam

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Clínica Mel Diniz. Foto: Divulgação

Após bastante pesquisa, encontrei a Clínica Mel Diniz, com uma proposta médica baseada em ciência e protocolos personalizados.

Aqui começaria uma investigação mais profunda do meu corpo! Fiz vários exames de sangue e de imagens, o que me trouxe bastante segurança de que eu estava nas mãos de uma equipe competente e que atua com base em dados.

Quando o peso não conta a história completa

Meu peso estava dentro do IMC considerado normal. E talvez esse tenha sido o meu maior problema.

Porque quando a balança mostra um número “ok”, a gente tende a acreditar que está tudo bem. Que é só cansaço. Que é só fase.

Mas, não é bem assim…

duas mulheres analizando os dados em um computador
Durante consulta com a Dra Carol Moraes, onde ela me explicava sobre a bioimpedância.

Junto com os exames de sangue e de imagem, a Dra. Carol Moraes, médica pós-graduada em Nutrologia e Medicina do Esporte pelo Hospital Israelita Albert Einstein, realizou minha primeira bioimpedância. E foi ali que veio o primeiro choque.

  • Meu percentual de gordura estava muito acima do ideal para minha idade e biotipo, o que aumenta consideravelmente o risco vascular.
  • Minha massa muscular estava muito abaixo do que seria saudável e já se apresentava em índice de sarcopenia.
  • Minha taxa metabólica estava mais baixa do que deveria.
  • Vitaminas e minerais abaixo do recomendado.

Naquele momento, muita coisa começou a fazer sentido.

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Minha composição corporal naquele momento.

A Dra Carol me explicou que, quando a mulher começa a perder massa muscular e acumular gordura corporal,  especialmente gordura visceral, o corpo entra em desequilíbrio. O metabolismo desacelera, o cansaço aumenta, a recuperação muscular piora, a flacidez aparece com mais facilidade e a energia simplesmente desaparece.

Mas, o ponto que mais me chamou atenção foi a sarcopenia.

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Resultado da minha composição músculo x gordura.

Sarcopenia é a perda progressiva de massa muscular. Muita gente associa isso apenas ao envelhecimento avançado. E aqui o problema não é estético!

Músculo é tecido metabolicamente ativo, ele protege articulações, sustenta postura, mantém o metabolismo funcionando melhor e influencia diretamente nossa disposição e longevidade.

Quando começamos a perder músculo, perdemos força, estabilidade, energia e proteção metabólica.

Os exames de sangue ainda mostraram algo que me impactou bastante: minha alimentação estava tão deficitária que o meu corpo estava utilizando músculo como fonte de energia enquanto armazenava gordura como mecanismo de sobrevivência.

Então, não era apenas cansaço por muito trabalho…

Eu estava entrando em uma zona de risco concreta para a minha saúde.

Saúde e estética: a importância de cada uma.

esteira body shape
Esteira tecnológica body shape na Clínica Mel Diniz

Existe uma conversa honesta que poucas mulheres têm coragem de assumir. E ela é necessária e precisa existir sem nenhum julgamento.

Às vezes, nossas queixas começam pela saúde. Em outras, começam pela estética. Mas, a verdade é que nada impede que a nossa preocupação envolva os dois pontos ao mesmo tempo: saúde e estética.

mulher sentada na turbina de um avião
Eu com roupas mais larguinhas para esconder o que estava me incomodando.

Sim, sem saúde não existe bem-estar de verdade. Porém, quando não nos sentimos confortáveis no próprio corpo, outras áreas começam a desequilibrar, inclusive a saúde mental.

Eu não estava bem com meu ânimo de vida. Mas, também não estava confortável com meu corpo.

Algumas roupas que sempre gostei de usar começaram a ficar de lado. Em certas fotos e vídeos, eu me sentia constrangida. E nada disso era sobre padrão de beleza.

Aliás, isso é um ponto importante.

O que importa para uns pode não importar para outros, e vice-versa. Eu nunca me baseei em padrões preestabelecidos. Muito pelo contrário, nunca segui padrão de moda, de comportamento, de fala ou de estética.

O meu padrão sempre foi definido a partir de como eu me sinto bem.

E, naquele momento, eu não estava me sentindo nada bem.

Conversando com a Dra. Carol e colocando todas as minhas queixas na mesa, eu entendi uma coisa muito clara: quando a composição corporal está desequilibrada, a estética é apenas o reflexo externo de algo interno que não está funcionando como deveria.

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Os desafios que eu tenho pela frente

Ou seja, saúde e estética se correlacionam, a gente gostando ou não disso.

Meu corpo estava mostrando por fora o que já estava em desequilíbrio por dentro.

E, sim, eu precisei assumir minha parte nisso tudo:

– Sedentarismo: eu odeio musculação, mas era mais fácil dizer que não tinha tempo.

– Alimentação desregulada: comia tudo o que não é recomendado para quem quer manter a saúde. Afinal, quem cozinha no meio de uma viagem?

– Mindfulness: sou ansiosa e recebi indicação de praticar diariamente. Mas, sempre com a mesma justificativa – não cabe na rotina.

Olha, eu poderia listar infinitas desculpas que fui acumulando para não cuidar de mim!

Até que o meu corpo deu o próprio grito de liberdade e jogou na minha cara a realidade do que eu vinha fazendo comigo mesma.

Foi ali que, diante dos dados dos meus exames e de uma explicação baseada em ciência, eu entendi que não precisava apenas de vergonha na cara.

Eu precisava de estratégia médica e compromisso comigo mesma.

Plano de ação: saindo da zona de conforto.

No próximo post, eu vou contar como a Dra. Caroline Moraes estruturou um plano totalmente individualizado, respeitando minha rotina de viagens, minhas limitações físicas e minhas particularidades para me tirar desse cenário crítico que eu me encontrava.

Porque diagnóstico sem plano é apenas informação, né? E o meu corpo estava gritando por transformação.

Acompanhe o Corpo em Viagem aqui pelo blog e também pelas redes sociais do Destinos Imperdíveis.

Dea Lyra

Formada em Propaganda e Marketing, trocou o crachá do mundo corporativo por uma vida de liberdade e conexão com o que realmente importa: viver experiências e explorar novos destinos. Desde então, já percorreu todos os Estados do Brasil e segue enchendo o passaporte com histórias incríveis ao redor do mundo. Faz parte da equipe do Destinos Imperdíveis desde 2016. É fundadora da Travel Marketing, consultoria especializada em marketing turístico, e co-fundadora dos canais Visite Serra Gaúcha, Pets Viajantes e Publicitravels.

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