Sim, parece estranho dizer isso, mas eu estava cansada demais para viajar. E isso começou a me preocupar!
Afinal, se tem algo que quase ninguém vê nas redes sociais é o bastidor de quem trabalha viajando.
As fotos são lindas, os destinos são incríveis. E, sem dúvida alguma, nós preferimos isso do que estar em um escritório. Porém, não podemos ignorar um fato: a rotina é intensa demais para o corpo humano.
São muitas horas em aeroportos. Às vezes, dias inteiros na estrada. Voos de madrugada, mil conexões super apertadas. Sono picado no carro, no avião, em banco de aeroporto, no trajeto até um passeio.

Gravações com drone, câmera, celular, 360º, óculos…
E, em paralelo, no WhatsApp, e-mail e inbox, pipocando mensagens de todos os tipos, principalmente da parte administrativa e comercial do nosso trabalho.
Bom… da alimentação eu nem preciso falar, né? Completamente desregulada. Muitas vezes pulando refeições. E, na maioria dos casos, recorrendo a alimentos industrializados. Afinal, esses conseguimos comer no carro, enquanto vamos de um passeio para o outro.

Quando você soma tudo isso à mudança brusca de clima, fusos horários diferentes e culinárias totalmente opostas, o corpo começa a sentir.
Você ignora? Ele começa a pesar. Você finge que está tudo normal? Ele começa a falhar!
Somos extremamente gratos pela vida que temos e não a trocaríamos por nada nesse mundo. Mas, como tudo na vida, existe o lado bom e o lado difícil. E, naquele momento, o lado difícil começou a se destacar.
O meu corpo começou a sentir… Começou a pesar… Começou a falhar…
Quando o cansaço constante em viagens deixa de ser é só uma “fase”
Eu vinha me sentindo cansada o tempo todo. Não era aquele cansaço normal de quem trabalhou muito, sabe?
Era falta de energia. Falta de disposição. Uma dificuldade de concentração diferente do que já é natural para uma pessoa neurodivergente como eu. Sim, some a tudo isso o fato de eu ser TDAH e Autista Nível 1.
Meu cabelo começou a cair. Minhas unhas quebravam com facilidade. A flacidez aumentou absurdamente. A gordura localizada não respondia a nada.
Eu sentia sono o tempo todo. Mas, quando deitava? Nada me fazia dormir.
Meu humor oscilava, pendendo muito mais para a irritabilidade e falta de paciência. Nem eu estava me suportando. Fico imaginando o que o Andy não sentia ao me ver daquele jeito.

Nem sempre o que estamos vendo é a realidade do nosso corpo
Sabe o que é mais curioso?
Aparentemente, meu peso estava “normal”, dentro do IMC recomendado.

Eu não tinha nenhum sintoma de uma doença grave ou que mostrasse claramente que algo estava indo mau.
Porém, nada daquilo que eu estava sentindo podia ser considerado normal. Como é que eu não queria fazer a mala para ir viajar a um destino paradisíaco que eu sempre sonhei?
Cheguei a pensar que eu estava ficando doida…

Foi aí que eu entendi: preciso investigar de verdade o que está acontecendo.
Corpo em viagem: viajar melhor começa antes mesmo da viagem.

Vem com a gente acompanhar o projeto Corpo em Viagem, onde eu vou contar os desafios que enfrentei (e ainda estou enfrentando) e o caminho que estamos construindo para uma vida com mais saúde, energia e equilíbrio.
Afinal, viajar melhor começa muito antes da viagem, né?


